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Escolha você.

  • Foto do escritor: Gabriel PinOli
    Gabriel PinOli
  • 27 de jan.
  • 2 min de leitura

Você vai precisar escolher.


E, às vezes, se escolher vai parecer… uma merda.


Porque a gente foi treinado a aguentar.


A gente chama de “dar mais uma chance” o que, no fundo, é medo de ficar sozinho.


E chama de “amor” o que já virou rotina de ser desrespeitado e fingir que tá tudo bem.


O que você permite vira padrão.


E o que você tolera vira “normal”.


E o que vira normal… vira a sua vida.


Se alguém te deixa sempre inseguro, isso não é uma “fase”; é um padrão.


A pessoa te dá carinho hoje e te machuca amanhã: “ah, mas é o jeito dela me dar amor”.


Não — isso é instabilidade.


Se alguém some, volta, te puxa, te larga, te esquenta e te congela…


isso não é “a vida te testando”.


É uma pessoa descontrolada testando você, brincando com você.


Dúvida demais não é profundidade: é aviso.


Quem gosta de você não te deixa perdido. Te deixa em paz.


E eu sei: dói.

Dói porque tem vínculo.


Dói porque você lembra dos dias bons.


Dói porque seu coração não apaga alguém só porque sua cabeça entendeu que quer assim.


Mas tem uma dor que você precisa escolher.


A dor de soltar…


ou a dor de continuar se diminuindo pra caber no caos de alguém.


Você não pode seguir deixando pessoas pisarem no seu coração


e ainda te convencerem de que a culpa é sua por sentir demais.


Você não pode seguir aceitando migalhas


e chamando isso de “é o que está tendo, que está dando pra ter”.


Tem gente que não é má.


Só é mal resolvida.


É ferida.

É egoísta na própria dor.


Mas isso não dá direito de te usar como depósito de bagunça dela.


Só que, enquanto você fica, você autoriza isso.


Você autoriza o desrespeito.


Você autoriza o vai e volta.


Você autoriza a frieza e a confusão.


Você autoriza ela a pensar que a sua dignidade é negociável.


E não é, ou é?


Então faz o que precisa ser feito.


Mesmo que com medo.


Mesmo que vá dar saudade.


Mesmo que pareça injusto com a parte de você que ainda quer acreditar.


Se posicione.


Sai com respeito — principalmente por você.


Não pra punir ninguém.


Pra se salvar.


Porque liberdade não é não sentir nada.


Liberdade é sentir tudo…


e ainda assim escolher não voltar pro que te mata.


Se doer, vai doer.


Mas, pelo menos, vai doer indo pra frente.


E isso muda tudo.



O que você tolera vira normal, e o que vira normal… vira a sua vida.





 
 
 

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